Mostrar mensagens com a etiqueta Ponta de Lança. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ponta de Lança. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, outubro 25, 2005

O Negro Corcel

Ahmed. Esse nome tão árabe quanto a barba de Abdel-Ghany ou o bigode de Petrov, que por acaso nem era árabe per se.

Ouattara. Esse nome tão marfinês quanto o antigo Maradona de Vila do Conde, Evariste Sob Dibo.

Ahmed Ouattara. A possante locomotiva destacava-se por ser um misto de Pedro Mantôrra e Adolfo "El Tren" Valencia com mais 30 kg em cima.

O nosso Ahmed veio dos Alpes suiços à boleia do irmão mais velho de Jar-Jar Binks, número 10 genial do Barça, para montar barraca(penso que literalmente) em Lisboa. Como qualquer Careca, Douglas ou Hanuch, foi recebido com pompa e circunstância.

Cedo mostrou aos adeptos sportinguistas o que era o verdadeiro futebol. Estes, incrédulos, pensavam que estavam a ver um jogo de Playstation, tal a sagacidade e poder juntos no relvado, convivendo numa perfeita simbiose num único corpo. O corpo balofo de Ahmed Ouattara.

Ao lado de Missé-Missé, o não goleador, a locomotiva marfinense fazia miséria nos adversários, que se desconcentravam de tanta sonolência derivada da falta de trabalho. Missé-Missé e Ouattara atacavam despreocupados, pois tinham esteios defensivos do nível de Gil Baiano, Vujacic e Saber (o tal que não ocupa lugar) a guardar-lhes as espadaúdas costas. As fintas de corpo à Bambo, as mudanças de velocidade à Basaúla, os remates à Mauro Airez, as assistências à Heitor, as tabelinhas à Zoran Ban...o reportório desta dupla africana era insegotável, qual filão de diamantes em Angola. O problema é que tudo isto era mentira. Tirando a primeira frase do parágrafo.

Pobre Ahmed. Chamaram-lhe trapalhão. Ineficaz. Gordo. Tosco. Provavelmente tinham razão.

Já no Salgueiral Amigo, agora desaparecido em combate, Ouattara mostrava todos os atributos que fizeram dele um ídolo das bancadas...do lado do adversário. O poder de impulsão era equivalente ao fair-play de Mamadu Bobó.A velocidade desafiava as leis da gravidade, pois Ouattara conseguia regularmente ficar atrás de Pedro Barbosa ainda nos sprints dos treinos do SCP, enquanto o gondomarense aviava um maço de Marlboro.

A despedida de Ouattara da Lusitânea occoreu de forma sintomática. Marcou o seu último golo...no seu último jogo. Daria uma excelente média, se o campeonato só tivesse a 34ª jornada. O problema é que tem mais 33, e o nosso amigo ficou em branco em todas elas. Pormenores.

sábado, setembro 17, 2005

Cinco Tristes Tigres


Em meados da década de 90, Carlos Augusto
Soares Costa Faria, vulgo Carvalhal no mundo
da Bola (quiçá por despachar sempre a bola para o...carvalho), era o comandante das tropas da
Costa Verde na fuga à mediocridade. Objectivo
indigno, dizem uns, obra ciclópica, vociferam outros.

Para evitar rondas de escárnio e mal-dizer,
Comandante Carvalhal tinha verdadeiros
Tigres ao seu dispôr, quiçá verdadeiros arífices
da bola.

A estrela da companhia era o (quase) goleador Laszlo "Je Suis Très Content" Répasi. Este magiar senhor era um artesão dos golos, os quais fabricava de forma pura e dura,
sem ser em massa, mas com muito suor à mistura.
De meter inveja a um qualquer Karoglan.

Karoglan era um nome proibido nos balneários espinhenses, pois Répasi desprezava frequentemente o companheiro de área Bolinhas por este não ser mais parecido com o Flavi-Bracarense. Por isso e pelo nome perfeitamente imbecil, claro. Às provocações, Bolinhas quase que respondia com golos. E a gozar com o bigodinho ridículo do magiar senhor.

O braço direito de Carvalhal na defesa era Duca, primo de Manduca e
amigo de Cuca. Duca era um defesa viril para uns, caceteiro para outros, mas isso dependia do ponto de vista e da exposição televisiva às Aventuras de Paulinho Santos. Duca era fiável no centro da defensiva espinhense, mas queixava-se amiúde do hálito a bagaço do guardião Vítor Couto.

Perante tal incompreensão mútua no plantel, Carvalhal mais não poderia fazer
que se sentar triste na sua varanda e contemplar fotografias dos tempos com Filgueira e Gilmar em Chaves, terra de Baston.

segunda-feira, julho 18, 2005

As Quatro Rabecas


Todos estamos lembrados que há muitos muitos anos, numa galáxia far far away, cinco Mestres na arte de acariciar o esférico cirandaram pelos relvados de Stromp com o intuito de levar o seu Sporting Clube de Portugal à efémera glória. Glória essa que foi fulminada anos mais tarde por Missé-Missé e outros artistas.

Mas deixemo-nos de devaneios. Esses cinco artesãos do bem jogar nunca foram substituidos no coração dos doentes da bola, cansados que estavam de sofrer coronárias nesses anos oitenta com as carapinhas de João Pinto e Rui Barros e o bigode de Veloso.

Até aos anos noventa. Contra todas as expectativas, porém, foi na agremiação sportiva mais representativa de Barcelos que o mito ressurgiu, ao invés do Estrela da Amadora com Abel Xavier e Calado.

As quatro rabecas de Barcelos vieram substituir os cinco violinos de Lisboa de forma tão eficiente quanto Miguel Castro (vulgo Mielcarski) substituia Jardel ou Domingos no final das contendas mais acesas.

A fúria incontida de Nogueira, os lábios pretos de Mangonga, os olhos cerrados de Camberra e a ironia cilíndrica de Armando fizeram história na bola Lusitana.

Camberra era para muitos o líder das tropas, uma espécie de Yoda, que ensinava de olhos fechados aos seus pupilos a arte de entrar em sintonia com o Lado Bom da Força.
O seu pupilo predilecto era o jovem e pujante Mangonga que, elegante como um negro corcel, serpenteava o seu caminho por entre as defesas mais emperdernidas com a subtileza dum Azar Karadas numa grande área desprotegida.
Cavalgando ao seu lado estava o nobre e leal Nogueira, imponente como uma nogueira e imperial como uma cerveja em Lisboa.
De resto, todos eles sempre apoiados pelo vértice rebelde deste Triângulo de Isósteles, que era nem mais nem menos do que o sempre bem disposto Armando, uma espécie de Frei Tuck (o verdadeiro também lá estava) bronzeado, dando apoio ao seu Robin Hood Barcelense Camberra, que com as três flechas na mão, as enviava volta e meia ao seu alvo de preferência:

As indefesas redes adversárias. Assim se tocava boa música. Salvé Paco Bandeira.

sábado, junho 18, 2005

Let's party like it's 1986 - PARTE II

Os tempos de Barrosos, Andrés, Paulinhos, Matias, Formosos, Bandeirinhas, Velosos e outros que tais são já memórias algo distantes e turvas.

Tendo isto em mente, decidimos ver a bola actual através do prisma 80's. Ou seja, como seriam os jogadores de hoje em dia, se o dia de hoje fosse 31 de Março de 1986?

Seguem-se os segundos alvos da série. Dois goleadores. Dois arietes. Duas setas apontadas à baliza. Duas lanças em África.

Bock, o mito goleador das divisões secundárias e Pedro Pauleta, o ciclope dos Açores(pois da forma como alveja a baliza parece ter apenas um olho).

Com eles os 80's teriam tido mais poder de fogo.


o que seria do mundo da bola sem registos fotograficos?

terça-feira, março 08, 2005

As Quinas

As Quinas.

Um pilar na fundação do "ser português", ou "portugalidade", expressão que conheceu o seu ponto de rebuçado durante o Euro 2004. Nove anos antes, as quinas procuravam significado e substância de substrato com afinco, e foi na bola que o fizeram. Mais concretamente na cidade de Marcelo, Tó-Sá e os restantes estudantes. Cinco era o número em voga. Cinco de revivalismo. Cinco de pujança. Cinco de bola. Cinco de minutos.

O espadachim Rui Carlos destanciava-se dos demais pelo seu ar cristão e defensor dos bons costumes da monarquia de D.Duarte Pio I, o Sagaz. Com uma perinha cuidadosamente aparada e desenhada, impunha o temor que só um fidalgo de bom sangue, espadachim de eleição, o poderia fazer. Porém, não o poderia fazer sozinho.

Tinha a seu lado um mito. Mito, para ser mais concreto. Este mito da bola, Mito, rivalizava claramente com Mickey pelo título de melhor alcunha coimbrã. Rivalidade essa que foi o cerne da afamada e infame Questão Coimbrã, que não foi mais senão a expulsão de Mickey do grupo dos Quinas por "este grupo ser pequeno demais para ambos os dois." (dixit Mito, 1994). Desta feita, outro valente espadachim tomou o seu lugar.

Um jovem aspirante a altos vôos. Seu nome era Jorge Silva e seu sonho era jogar na selecção nacional. Um jovem de grande valor táctico, que se movimentava no relvado ao ritmo e sequência de uma partida de xadrez. Este jovem foi posto debaixo da asa fraterna e atenta de um mito da bola: Febras.

Não mito Mito, mas mito assim com minúscula. Febras. O seu ar brolhesco não engana. Era o mais rudimentar de todos, mas destacava-se claramente por ser o autor da famosa frase, que ainda perdura nos dias de hoje: "A febra marchava!..." Claro que a sua alcunha não estará directamente relacionada com este facto, pois este orgulhoso portador de monocelha tão robusta era mesmo especialista em pôr as febras no tacho.

Estes quatro valentes e valorosos espadachins levitavam á volta de Dinis, o grande guru. Palavras para quê? Grande Dinis.

Grande, grande Dinis.

És grande, Dinis.

És um mito.


o que seria do mundo da bola sem registos fotograficos?

segunda-feira, fevereiro 28, 2005

quarta-feira, fevereiro 16, 2005


PU PU.. PAULETA! Que dupla no Estoril de Carlos Manuel.
Pu era o desabafo da equipa.. ouvia-se muito: "Pu... que p*r*u"
Pauleta era o abono da equipa.. começaram os golos, mostrou-se aqui como grande goleador.
Que dupla .. e com Agatão pelo meio..!!
Grande Estoril.

terça-feira, fevereiro 08, 2005

Miguel Castro, o Rei da Pop

O camaleão da bola.

Durante a década de 90, nas bancadas do saudoso covil do Dragão, havia um jogador que despertava paixões e dividia corações. Grzgorz era o seu nome. Pelo menos parte dele. Sucede que, devido ás suas características, sejam estas quais forem, o polaco usufruia de várias identidades em campo e na supracitada bancada.

Este camaleão da bola tanto fazia uso do seu epíteto de "Muletas", quando visitava o seu amigo Rodolfo Moura, com quem passava boa parte do tempo, como fazia juz ao apodo "Michael Jackson da Bola", devido ás inúmeras operações que efectuou. Porém, como excelente ponta-de-lança que era, aproveitava o tempo passado em campo da melhor forma, e como o tempo era escasso, (leia-se "últimos 5 minutos") fazia golos. Golos em catadupa que resultavam em vitórias ou na pior da hipóteses, em empates. Daí era conhecido como o "Pai Natal das Antas", o homem que trazia ao ombro belas prendas caídas do céu, qual Luís Pereira de Sousa no "Festa na Feira".

Por fim, como excelente profissional que era, tal como pessoa de trato afável, juntou-se de forma magnífica à comunidade portuense, confraternizando como se fosse o Paulo Portas numa feira, o que lhe valeu a alcunha de Miguel Castro. Não era mais senão do que uma versão aportuguesada do seu nome, mas assentava-lhe de forma perfeita, como a música do genérico de "Preço Certo" ao programa em questão.

Miguel Castro, Pai Natal das Antas, Muletas, ou simplesmente Grzgorz Mielcarski, estarás sempre para o FCP como o Luis Pereira de Sousa para a RTP.


o que seria do mundo da bola sem registos fotograficos?

segunda-feira, outubro 11, 2004

Descubra as Diferenças III

Europe, The Final Countdown, 1986.

Era ainda este blog uma criança imberbe e a cheirar a leite, gatinhando por esse grande relvado que é a vida, quando, qual Jorge Silvério a pentear a bola, decidimos aflorar superficialmente (passe o pleonasmo) o tema "Eskilsson".

Pois bem, não quisemos deixar o mortífero obus em mãos alheias e regressamos para o aprofundar um pouco.

De facto, em 1986, uma banda europeia chamada Europe (ocorreram-me vários comentários relativamente a isto, mas...) varria o velho continente com um clássico euro-pop-metal que não se chamava "Portugal na CEE". Falamos obviamente de "The Final Countdown", que colocou os jovens machos munidos de lacas e eyeliners no topo dos tops (mais um) da Europa(mais outro).
Como é da praxe, a face da banda era o carismático vocalista, Joey Tempest de seu nome.

Entretanto, nascia para o futebol mais uma estrela...um sueco cujo sonho de criança era alinhar pelo poderoso Estoril Praia. Nome de guerra: Hans Vimmo, que espalhava magia pelos rectângulos com o símbolo do IFK Norrköping ao peito. Sempre atento ao talento vindo do frio (ou não), o Sporting Lissabon fez questão de contar com o cantante sueco nas suas fileiras. Ao lado de Frank Rijkaard chegou a fazer furor em dois treinos devido á sua facilidade de carregar os equipamentos dos companheiros para os balneários.

Porém, pejado de ingratidão, o clube sulista logo o recambiou para o Arsenal minhoto, renegando aquilo que poderia ter sido um bonito casamento. O que poderia parecer uma despromoção foi, ao invés, o realizar de um sonho antigo de Hans Vimmo, pois após a sua aventura por terras de Barroso, Forbs e Karoglan, cumpriu um sonho de criança ao beijar o dístico do Estoril Praia...tendo-o como seu.

Hans teve uma longa e proveitosa carreira, mas nunca nenhum outro momento ficará na nossa retina retratado de forma tão sublime quanto o momento em que derramou as primeiras lágrimas de alegria aquando da estreia no Estádio António Coimbra da Mota.

Olhou para o céu e algures nas nuvens viu concerteza o rosto de seu mentor, inspiração e amigo Joey Tempest, soltando um sonoro "Bem haja, Joey. Bem haja."


o que seria do mundo da bola sem registos fotograficos?

sexta-feira, outubro 01, 2004

Tridente do Marão

We aim to please.

Este é o lema aqui em "Cromos da Bola", e como tal, não poderíamos recusar o chamamento dos adeptos da bola, essa massa anónima referida pelos jogadores e técnicos como "massa associativa" ou "massa adepta" (expressão mais recente - muito em voga).*

  • Lá está: o chamamento era óbvio. O Mundo da bola lusa QUER Karoglan de volta. E nós, na nossa imodéstia e soberba típica de quem tem "Cadernos da Bola" e um scanner, trouxemos o goleador de Leste ao lugar onde ele merece - ao pódio que consagra os grandes cromos da bola. Não por ser propriamente um cromo, mas por ter polvilhado com classe e suplesse as grande-áreas de Norte a Sul da nação com golos. Sim, golos. Tanto com a camisola do GD Chaves (esse Barça lusitano) como com a camisola do SC Braga, este clássico artilheiro, quase ao nível de um Hassan, polvilhou. Polvilhou e voltou a polvilhar.

  • Makukula, pelo seu lado, é aquilo que todos julgamos ser. Não, não é um ponta de lança foleiro, possante e tosco. É o pai do Makukula luso que agraciou recentemente a Selecção Nacional de sub-21 e que espalha magia pela Europa fora (e pelos departamentos médicos), apesar da tenra idade.

  • Omer, perguntam vocês? Omer, respondemos nós.

"Bonjour ! Je suis Omer, le ver de terre
Une petite lumière dans l'Univers
Tous les enfants donnez-vous la main
L'intérêt planétaire sera le genre humain"

Uma pequena homenagem a "Omer, le ver de terre", esse herói dos cartoons franceses dos anos 80.

*expressão prestes a descolar por bandas de Lisboa é também "energúmenos e escória humana"


o que seria do mundo da bola sem registos fotograficos?

domingo, setembro 26, 2004

OS TALIBANS DE AVEIRO - Parte II

Obviamente que o "Cromos da Bola" não se iria deixar ficar pelo retrato de família do quarteto defensivo do GRANDE Beira-Mar versão 91-92.

Pelo contrário, fazemos gala de voltar a trazer ao mundo esta pleíade de emblemáticos e enigmáticos jogadores que aliavam toda a beleza romântica da técnica ao pragmatismo matemático da táctica. Falamos do mítico criativo Abdel-Ghany, homem que hoje em dia teria dificuldades em sair do avião a uma eventual digressão aos EUA, bem secundado pela subtileza de Jarbas, qual mordomo entregando golos de bandeja a esse tridente neo-rural que contava com o bigode de Bira, o ar sofisticado do metrosexual Silvério e a cabeça em forma de lâmpada do finalizador implacável Dino.


o que seria do mundo da bola sem registos fotográficos?

sábado, setembro 25, 2004

WANTED

Procura-se ex-membro das SS. Reconhecidamente um dos caciques com mais confiança de King Adolf devido ao seu bigode loiro cuidadosamente aparado, penteado meticuloso e facilidade na hora de fuzilar (a baliza).


o que seria do mundo da bola sem registos fotográficos?

sexta-feira, setembro 10, 2004

Sr. José De Angola 1995


A diferença.. 9 anos antes, em 1995. Ze d'Angola no Académico de Viseu, onde era a vedeta desses tempos áureos do clube na II liga. Interncaional Cabo-Verdeano, nunca conseguiu jogar na I Divisao. Andava tudo a dormir ? Posted by Hello

quarta-feira, agosto 18, 2004

Renivaldo Pereira de Jesus

Renivaldo Pereira de Jesus.

Chegava ás Antas como um D. Sebastião para ambos clube e pasquins desportivos nacionais. Na cidade invicta despontava como o substituto natural do grande Jardi-gol, esse Globetrotter do futebol mundial. Por outro lado, o seu apodo marcava-o desde logo como um oásis no deserto que era o mundo dos trocadilhos das manchetes dos supracitados pasquins.

Sim. Já não era necessário que o Dragão defrontasse os valorosos oponentes helénicos para que os tais trocadilhos jorrassem nas páginas dos jornais. Adeus, "FCP viu-se grego para vencer Panathinaikos". Já não era de igual forma preciso que o mágico nº10 tirasse da cartola mais um genial jogo para que surgissem, qual passe de magia, títulos como "Eu Show Deco" ou "Art Deco". Esses dias negros, de incertezas e ideias turvas chegavam ao fim.

Viva D. Renivaldo Pereira de Jesus. Logo este super-homem sul-americano fazia valer a sua fama demolidora e começava a transformar cruzamentos naquilo a que a imprensa tão bem denomina como "o sal do futebol". Para o comum dos mortais, "golo". Nem mais. Começaram a surgir em catadupa, ao ritmo de colossos como Vata, Spassov ou Petar Mitharsky. O seu penteado "bomba atómica" de fazer inveja aos magníficos Flock of Seagulls virou moda.

Hossana nas alturas. O mundo da bola lusa tinha um novo ídolo. PENA de seu nome. Oh delírio. Oh júbilo. Á medida que o sal do futebol ia pingando na panela que era a baliza adversária, (ou seja, á medida que os golos iam surgindo) os geniais bi ou tri-supracitados pasquins deste país á beira mar plantado (outro bom lugar-comum literário) iam relatando belos trocadilhos em variadas manchetes plenas de oportunidade e criatividade. Era o delírio. Na Invicta, estava tudo certo de que Papa PC I tinha descoberto o tal D.Sebastião que iria substituir o Sr. do Guaraná.

Porém, cedo os adversários do bronzeado Clark Kent descobriram a Kriptonite para o anular. Dêem-lhe a bola. Tão simples como isso. E de facto, quando o jovem Renivaldo Pereira de Jesus tocava na bola, gritos que revelavam um misto de dor e horror vinham das bancadas das Antas. Descobriu-se que os seus pés afinal eram tijolos, dada a prontidão e rudeza com que a bola por eles era expelida. O toque de seda já não morava lá. Os seus remates eram desferidos com uma potência equivalente a um sprint de Pedro Barbosa e direcção semelhante a de King, saudoso central do Sport Memória e Benfica.

Kriptonite. Os pasquins rejubilaram ainda mais, pois o depressivo apodo do nosso (ex) herói tinha uma clara conotação negativa. Daí poder ser utilizado de mais formas, e cada uma melhor que a outra. Passou-se rapidamente de um "FCP sem Pena do Trofense" para um "Até dá Pena".
Como consequência, os exigentes Men in Black das Antas prontamente relegaram o goleador-cogumelo para o exílio francês, e na época seguinte, para o glorioso SC Braga.

Assistiu-se ao declínio de um Golias, foi colado ao seu nome o epíteto "passou ao lado de uma grande carreira", como se de um J'aime Cerqueira ou Semedo se tratasse. E foi esquecido pela imprensa que tanto o acarinhou.

"Raisparta", bramiu o mundo da bola. Mas ainda há quem jure que em noites frias de nevoeiro na cidade que deu o nome a Portugal, ao passar pelas ruínas do defunto Estádio das Antas, se ouvem longínquos berros de dor- "Outra vez??A baliza é ali, carai!!" e de desespero- "Tira o burro do Pena, FOR FAVOR!!"...

É o fantasma de Renivaldo Pereira de Jesus, para sempre assombrando a bola portuga.



o que seria do mundo da bola sem registos fotográficos?

quinta-feira, agosto 12, 2004

HANS VIMMO

Hans Vimmo...também conhecido por Eskilsson. Nunca o futebol teve um artista tão similar ao vocalista dos "Europe", essa banda que granjeou fama pelos cantos do Mundo nos belos 80's.

o que seria do mundo da bola sem registos fotográficos?
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...